Uso de drogas mata uma pessoa a cada três minutos

Uso de drogas mata uma pessoa a cada três minutos
Segundo relatório da ONU, organização das Nações Unidas, as drogas fazem uma vítima fatal a cada três minutos em todo o mundo. De acordo com o relatório, cerca de 5% da população mundial  (210…

 

O vício das drogas é uma doença, não um crime. Os toxicodependentes não devem ser tratados com discriminação, mas por peritos médicos e conselheiros”, disse o Ban, na apresentação do Relatório Mundial sobre as Drogas, hoje divulgado pelo gabinete anti-narcotráfico das Nações Unidas (UNODC).

“A cada três minutos, alguém morre devido a esta doença prevenível. Estes números representam uma tragédia global”, adiantou.

As crianças são particularmente vulneráveis, referiu, pois quando os seus pais são toxicodependentes aumenta a probabilidade de elas próprias consumirem drogas.

Isto expõe-nas ao risco de doenças mentais, crime e violência, além de doenças infecciosas como a SIDA e hepatite-C.

Uso de drogas mata uma pessoa a cada três minutos
Uso de drogas mata uma pessoa a cada três minutos

Cerca de 210 milhões de pessoas em todo o mundo, 4,8 por cento da população entre 15 e 64 anos de idade, consumiu drogas no ano passado, de acordo com o relatório.

Estes dados apontam para uma “estabilização” quer do consumo esporádico quer do consumo abusivo, de acordo com o relatório.

“Ao passo que os mercados globais para a cocaína, heroína e cannabis declinaram ou permaneceram estáveis, a produção e abuso de medicamentos opiáceos prescritos e novas drogas sintéticas subiu”, sublinham os peritos da UNODC.

Na sua intervenção, Ban alertou ainda para a relação entre o narcotráfico sobre o terrorismo e movimentos armados.

Defendendo ser “essencial uma intervenção abrangente e integrada” ao fenómeno, Ban disse ter criado recentemente um grupo de trabalho para “explorar o que a ONU pode fazer mais através de operações de manutenção e consolidação de paz, actividades de desenvolvimento e trabalho de desarmamento” contra o narcotráfico.

Yuri Fedotov, director da UNODC, apontou alguns sucessos, como o declínio da produção de ópio e cocaína, mas reconheceu que as “boas notícias” são limitadas. Um dos dados recentes mais preocupantes, afirmou, são novas substâncias não reguladas, produzidas em laboratórios em todo o mundo.

No ano passado, a agência da ONU detectou 40 novas drogas apenas no mercado europeu, algumas das quais imitam o efeito de estupefacientes tradicionais como o cannabis.

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